Fevereiro tem Carnaval… e agora, como ficam meus cabelos?

O Carnaval é tempo de cor, movimento, calor, música alta e dias vividos intensamente. No meio da fantasia, do glitter e dos penteados criativos, o cabelo e o couro cabeludo também participam dessa maratona – e sentem cada detalhe dela.

Pouca gente percebe, mas o couro cabeludo é pele. Ele reage ao sol intenso, ao calor, ao suor acumulado e à exposição prolongada da mesma forma que o rosto e os ombros. A radiação solar pode causar irritação, ardor, descamação e até pequenas queimaduras, especialmente quando a risca do cabelo fica muito exposta ou quando os fios já são mais ralos. O suor, que acompanha horas de dança e caminhada, altera o equilíbrio natural da pele, favorecendo coceira, oleosidade excessiva e piora de quadros como a dermatite seborreica.

Ao mesmo tempo, os fios enfrentam um verdadeiro desafio: glitter, sprays coloridos, tintas temporárias e fixadores. Tão comuns nessa época, esses produtos costumam conter substâncias que ressecam a fibra capilar e deixam resíduos difíceis de remover. Quando entram em contato direto com o couro cabeludo, aumentam o risco de irritações e alergias. Soma-se a isso os penteados muito presos, coques e tranças apertadas que ficam horas tensionando a raiz dos cabelos, muitas vezes provocando dor, sensibilidade e, em casos muito repetitivos, a chamada alopecia por tração.

Para quem intercala os blocos com praia, piscina e longos períodos sob o sol, o impacto é ainda maior. O sal do mar, o cloro da piscina e o suor se acumulam nos fios e no couro cabeludo, retirando a umidade natural do cabelo, alterando o pH da pele e deixando os fios mais ásperos, opacos e embaraçados. Não é raro que, ao final de alguns dias de festa, o cabelo pareça sem vida, difícil de pentear e com aspecto ressecado.

Por isso, alguns cuidados simples fazem diferença. Proteger a cabeça do sol com chapéus, bonés ou lenços ajuda a reduzir a agressão direta da radiação. Evitar que sprays, tintas e glitter encostem no couro cabeludo e nunca dormir com esses produtos é fundamental. Alternar penteados, preferir versões mais soltas e prestar atenção a qualquer dor ao prender o cabelo são atitudes que preservam a saúde da raiz. E, principalmente, lavar os cabelos ao final do dia não é exagero nesse período – é uma forma de remover suor, resíduos, sal e cloro antes que causem mais danos. O uso de condicionador e hidratações leves ajuda a devolver a maciez e a proteção da fibra capilar.

Depois que a folia passa e a rotina volta, muitas pessoas percebem que o cabelo “sentiu o Carnaval”. Pode haver mais ressecamento, perda de brilho, maior embaraçamento e até aumento da queda nas semanas seguintes. O couro cabeludo pode ficar mais sensível, oleoso ou descamando. Esse é o momento de desacelerar também nos cuidados capilares: retomar uma rotina equilibrada de lavagem, hidratação e evitar procedimentos químicos agressivos por alguns dias permite que fios e couro cabeludo se recuperem.

O Carnaval passa rápido, mas os efeitos no cabelo podem durar mais tempo se não houver atenção. Cuidar do couro cabeludo e dos fios durante a folia não significa abrir mão da diversão, e sim permitir que eles acompanhem cada momento sem sofrer as consequências depois. Porque, no fim, o cabelo também faz parte da forma como nos expressamos, nos sentimos e nos reconhecemos – e merece passar por esse período de festas com a mesma leveza que a gente.

LEMBRE-SE: Muitos tratamentos podem ser contraindicados para algumas pessoas. Entre elas, gestantes e lactantes. Desta forma, você NUNCA deve se automedicar!

Procure um médico especializado para te auxiliar e indicar as melhores opções de tratamento para o SEU CASO. Sempre de forma única e exclusiva, de acordo com as suas necessidades.

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*Este texto possui caráter educativo e não substitui uma consulta médica.

Diretor Técnico – Médico 

Dr. Éric Aguiar.

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