Quando olhamos no espelho e notamos um fio de cabelo novo nascendo ou percebemos que os fios estão mais fortes, muitas vezes não imaginamos a complexidade por trás desse simples gesto do corpo humano.

O crescimento capilar é um processo biológico contínuo, minucioso e profundamente influenciado por fatores que vão muito além da estética. É sobre saúde, equilíbrio e, muitas vezes, sobre autoestima.
Cada fio de cabelo que nasce no couro cabeludo passa por um ciclo de vida. Esse ciclo é composto por fases bem definidas, mas que acontecem de forma silenciosa e invisível aos nossos olhos.
- Primeiro vem a fase de crescimento ativo, chamada de anágena. É nesse momento que o fio realmente nasce e se desenvolve. Essa fase pode durar anos, dependendo de fatores genéticos, hormonais e nutricionais.
- Depois, o fio entra em um período de transição, conhecido como fase catágena. É uma fase curta, em que o crescimento cessa, mas o fio ainda permanece no couro cabeludo.
- Por fim, chega a fase telógena, em que o fio está pronto para cair, sendo empurrado por um novo fio em formação. Essa queda, que tantas vezes preocupa, é natural e necessária para que o ciclo continue.
No entanto, esse processo não acontece isoladamente. O que você come, como dorme, o nível de estresse que carrega e até mesmo os medicamentos que consome influenciam diretamente a saúde do couro cabeludo e a força dos seus fios. Alterações hormonais, deficiências nutricionais, doenças inflamatórias e até hábitos cotidianos, como prender o cabelo com força excessiva, podem desregular esse ciclo tão delicado.
E é justamente aí que entra a importância do olhar especializado. Quando os fios começam a cair além do normal, quando o crescimento desacelera ou quando o afinamento se torna visível, é hora de investigar. O cabelo, muitas vezes, é o primeiro a dar sinais de que algo interno não está bem. E não se trata apenas de recuperar a densidade ou o volume perdido. Trata-se de escutar o corpo, acolher a história que cada paciente carrega e tratar a causa – não apenas o sintoma.
Na minha prática como médico, aprendi que cada fio conta uma história. Cuidar do cabelo é, acima de tudo, cuidar da pessoa por inteiro. É escutar, prestar atenção no ser humano e definir um plano de tratamento baseado na individualidade. E acompanhar, com compromisso, a evolução do meu paciente.
LEMBRE-SE: Muitos tratamentos podem ser contraindicados para algumas pessoas. Entre elas, gestantes e lactantes. Desta forma, você NUNCA deve se automedicar!
Procure um médico especializado para te auxiliar e indicar as melhores opções de tratamento para o SEU CASO. Sempre de forma única e exclusiva, de acordo com as suas necessidades.
*Este texto possui caráter educativo e não substitui uma consulta médica.
Diretor Técnico – Médico
Dr. Éric Aguiar.
CRM-RJ: 123519-2



