Pós-parto e queda de cabelo: o que é normal nessa fase?

A queda de cabelo após o parto é uma queixa muito frequente no puerpério e, apesar de assustar, na maioria das vezes é um processo temporário e esperado. O fenômeno mais comum por trás dessa situação é o eflúvio telógeno pós-parto, um tipo de queda difusa que acontece quando muitos fios entram ao mesmo tempo na fase de repouso do ciclo capilar e caem alguns meses depois.

Durante a gestação, os níveis elevados de estrogênio prolongam a fase de crescimento dos fios. Por isso, muitas mulheres percebem o cabelo mais cheio e resistente nesse período. Após o nascimento do bebê, ocorre uma queda brusca desses hormônios, e os fios que estavam “segurados” na fase de crescimento passam para a fase de queda quase simultaneamente. Essa perda costuma começar entre dois e quatro meses após o parto e pode durar vários meses.

A quantidade de fios que caem pode impressionar, aparecendo no travesseiro, no banho e ao pentear. Ainda assim, é raro que isso provoque falhas visíveis, pois a queda é distribuída por todo o couro cabeludo. O que se percebe mais é a redução do volume.

Fatores comuns do pós-parto podem intensificar essa fase, como privação de sono, estresse físico e emocional, amamentação e possíveis carências nutricionais, especialmente de ferro. Por isso, em alguns casos, o especialista pode solicitar exames para avaliar se há condições associadas que estejam prolongando a queda.

Não há como impedir totalmente esse processo, mas alguns cuidados ajudam a atravessar essa fase com mais tranquilidade: manter uma alimentação equilibrada, evitar penteados muito apertados, reduzir o uso excessivo de fontes de calor nos fios e utilizar produtos suaves para higienização. Quando necessário, o acompanhamento médico pode indicar tratamentos de suporte.

A boa notícia é que, na grande maioria das mulheres, o cabelo volta a se recuperar gradualmente ao longo do primeiro ano após o parto. À medida que o ciclo capilar se reorganiza, novos fios crescem e a densidade tende a melhorar. Caso a queda persista por mais tempo ou apresente características diferentes, a avaliação com um profissional especializado é importante para investigar outras causas.

LEMBRE-SE: Muitos tratamentos podem ser contraindicados para algumas pessoas. Entre elas, gestantes e lactantes. Desta forma, você NUNCA deve se automedicar!

Procure um médico especializado para te auxiliar e indicar as melhores opções de tratamento para o SEU CASO. Sempre de forma única e exclusiva, de acordo com as suas necessidades.

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*Este texto possui caráter educativo e não substitui uma consulta médica.

Diretor Técnico – Médico 

Dr. Éric Aguiar.

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